Local: Rio Madeira, Porto Velho, Rondonia
A História
Francisco Sousa chegou a Porto Velho em 1985, fugindo da seca no Ceara, e encontrou trabalho em uma das centenas de balsas de garimpo que pontilhavam o Rio Madeira. As balsas operavam com dragas que sugavam o cascalho do fundo do rio, processando toneladas de material por dia em busca de ouro fino. O trabalho era brutal: turnos de 12 horas, calor insuportavel, risco constante de afogamento e exposicao diaria ao mercurio usado na amalgamacao. Francisco viu companheiros morrerem em acidentes e muitos mais adoecerem pela intoxicacao por mercurio. Com o tempo, tornou-se mestre de draga, responsavel por toda a operacao da balsa. Depois de duas decadas, abandonou o rio quando sentiu os primeiros sintomas de tremores nas maos. Hoje trabalha como mecanico em Porto Velho e carrega cicatrizes visiveis e invisiveis de sua vida no rio.
A Jornada
Fuga da seca no Ceara. Chegada a Porto Velho e primeiro emprego na balsa. Aprendizado do oficio de dragueiro. Convivencia com o mercurio e os riscos diarios. Ascensao a mestre de draga. Perda de companheiros em acidentes. Primeiros sintomas de intoxicacao. Decisao de abandonar o rio e recomecar.
Lições Aprendidas
O uso de mercurio no garimpo cobra um preco altissimo em saude humana, e os garimpeiros mais vulneraveis sao os que mais sofrem as consequencias.
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